Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera
Foi tua companheira iseparável!
Acostuma-se à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, ente feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te agaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Hoje acordei me lembrando desse poema de Augusto dos anjos e senti vontade de postá-lo.
Augusto dos anjos é uma poeta pré modernista e eu gosto das poesias dele por que ele é ousado e muito me agrada visões que chocam a sociedade e as inquietudes.
Me identifico com o poema pois hoje me tornei uma pessoa muito diferente do que já fui há alguns anos atrás, a sociedade me obrigou a ser ''fera'' como diz o poema, infelizmente assim será a tendência humana, minha curiosidade é saber ate onde isso pode chegar?
Mas apesar de tudo não deixo de ainda ver muitas coisas com os olhos da alma, é necessário paciência e sabedoria para resolver situações cotidianas.
Essa semana resolvi fazer uma reavaliação da minha lista de amigos e selecionar aqueles que realmente merecem a minha consideração e admiração.
Encerro minhas palavras com uma frase interessante que descobri uma dia desses: ''Deus, dai-me a serenidade de aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que posso e sabedoria para saber a diferença.''
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